Passagem do Cabo Bojador – o cabo do medo. Onde o mundo acabava!

Um feito histórico de navegadores portugueses que derrotou o medo iniciou a descoberta do mundo!

Durante séculos acreditava-se que o mundo acabava pouco depois de Marrocos e que não existia mar ou terras a sul. Mas em 1434, corajosos navegadores portugueses, enviados pelo Infante D. Henrique passam o Cabo e nos anos seguintes descobre-se a costa de África, iniciando-se assim a fantástica era dos Descobrimentos.

As águas Cabo Bojador eram conhecidas por engolir navios inteiros que naufragavam nas gigantes ondas, muitas vezes consumidos pelo fogo e ficando as suas as tripulações à mercê de temidos monstros marinhos. Uma missão suicida da qual se sabia não haver volta.

Mas o Infante D. Henrique era uma visionário e, após 12 anos de expedições sistemáticas e por mais de 15 vezes de tentativas falhadas, Gil Eanes dobra o Cabo Bojador em 1434. Esta navegação acaba por se tornar um dos marcos mais importantes na história marítima, relatado em toda a Europa e que origina uma mudança de mentalidades: o medo transforma-se em vontade de descobrir.

Assim terminam os mitos medievais e aproxima-se o começo de um mundo novo. Nunca mais a razão do medo foi invocada para não navegar.  E, pela primeira vez percebe-se a necessidade de se fazer uma navegação mais longe da costa, perceber as correntes e planear uma rota.

Ainda hoje o Cabo Bojador é uma zona de muitos recifes e, a largos quilómetros da costa, em alto mar, a profundidade do mar é de pouco mais de 2m. Tempestades, mar agitado e grande frequência de ventos violentos caracterizam ainda hoje este local, continuando a ser uma zona que impõem respeito a navegantes.

 

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Para saber mais veja o vídeo:
RTP Ensina – Gil Eanes dobra o Cabo Bojador

Ou consulte alguma informação online sobre Gil Eanes, dado que alguns livros existentes não estão disponíveis online.

 

 

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